Partido Missão: MBL alcança número de assinaturas, mira registro no TSE e dá passo decisivo rumo às eleições de 2026
O Movimento Brasil Livre (MBL) deu um passo histórico ao confirmar, nesta quinta-feira, dia 26 de junho de 2025, que o Partido Missão, legenda vinculada ao movimento, atingiu o número mínimo de 547.042 assinaturas validadas pelo TSE, requisito obrigatório para formalização partidária no Brasil. O feito coloca o grupo mais perto de se tornar oficialmente a 30ª sigla política do país.
A coleta, feita presencialmente com ajuda de voluntários em todo o território nacional, teve destaque em São Paulo, que concentrou 41% das assinaturas, além de Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais. Ao todo, 23 Estados já atingiram a cota exigida, superando o mínimo de nove exigido por lei.
Com a fase de coleta encerrada, o processo entra agora em análise nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), onde a Missão precisa formalizar seus diretórios. Depois disso, o Ministério Público Eleitoral emitirá parecer sobre a regularidade do processo, que será julgado no plenário do TSE.
O MBL tem metas ambiciosas: participar das eleições gerais de 2026 com candidaturas ao Executivo e Legislativo. Entre os nomes cogitados estão Arthur do Val, atualmente inelegível, Cristiano Beraldo, com forte presença na mídia, e o apresentador Danilo Gentili, que ainda avalia seu envolvimento com a legenda.
Internamente, as prévias partidárias estão previstas para novembro e definirão o nome que disputará a Presidência da República. O projeto surge após desentendimentos com o União Brasil, partido que barrou a candidatura de Kim Kataguiri à prefeitura de São Paulo.
O Partido Missão pretende se distanciar do modelo político tradicional. Sua base ideológica será o Livro Amarelo, ainda em elaboração, que prevê propostas como industrialização do Nordeste, revisão da Constituição Federal e fortalecimento da economia nacional.
Além disso, o MBL pretende manter três frentes: o movimento de base, a produtora cultural Valete e a Missão, que funcionará como escola de formação política.
Com um discurso de rompimento com o “sistema político envelhecido”, o MBL aposta no engajamento das gerações Z e millennial, buscando ocupar um espaço de renovação ideológica e estrutural dentro da política brasileira.
A oficialização do Partido Missão pode não apenas redefinir a trajetória do MBL, mas também influenciar diretamente o cenário político nacional rumo às eleições de 2026.
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