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Asteroide próximo da Terra entra no radar da NASA e pode liberar energia equivalente a 22 bombas nucleares

Novo estudo reforça a importância do monitoramento de objetos próximos à Terra e explica por que o asteroide Bennu continua sendo acompanhado de perto
14/07/2026 Redação do Portal de Camaquã – Foto: Freepik / Divulgação

Um novo estudo científico voltou a chamar a atenção da comunidade internacional ao analisar os possíveis efeitos de uma eventual colisão do asteroide Bennu com a Terra. Embora a chance de impacto seja considerada extremamente pequena, pesquisadores da NASA seguem monitorando o objeto espacial devido ao seu potencial destrutivo e à importância de compreender os riscos representados pelos chamados Objetos Próximos da Terra (NEOs).

O interesse em Bennu cresceu após novas análises indicarem que, caso um fragmento semelhante ao avaliado atingisse o planeta, a energia liberada poderia ser equivalente à explosão de aproximadamente 22 bombas nucleares, dependendo das características do impacto. Apesar do número impressionante, especialistas ressaltam que esse cenário é apenas uma hipótese utilizada para estudos de defesa planetária e não representa uma ameaça iminente.

O que é o asteroide Bennu?

Bennu é um asteroide classificado como "próximo da Terra" (Near-Earth Asteroid). Com cerca de 500 metros de diâmetro, ele completa uma órbita ao redor do Sol e, periodicamente, aproxima-se da órbita terrestre.

O objeto ficou mundialmente conhecido por ter sido o alvo da missão OSIRIS-REx, da NASA, que coletou amostras de sua superfície e as trouxe para a Terra em 2023. Desde então, cientistas vêm analisando o material para compreender melhor a origem do Sistema Solar, a formação dos planetas e a composição química desses corpos celestes.

Existe risco de Bennu atingir a Terra?

Segundo os cálculos mais recentes da NASA, não existe qualquer risco imediato de impacto. As projeções mostram que as probabilidades permanecem extremamente baixas e concentram-se em datas muito distantes, no final do século XXII.

As estimativas orbitais indicam que Bennu fará uma aproximação importante da Terra em 2135. Após essa passagem, a gravidade do planeta poderá alterar levemente sua trajetória, permitindo que cientistas recalcularem novas probabilidades para os séculos seguintes. Ainda assim, a possibilidade de colisão permanece remota e muito inferior a 1%.

Por que a NASA continua monitorando o asteroide?

Mesmo sem representar uma ameaça imediata, Bennu é considerado um dos asteroides mais importantes para os programas de defesa planetária.

A NASA acompanha continuamente milhares de objetos próximos da Terra para identificar qualquer alteração em suas órbitas. Esse monitoramento permite atualizar cálculos com maior precisão e desenvolver estratégias que poderão ser utilizadas futuramente caso algum objeto apresente risco real de colisão.

Além disso, os dados coletados pela missão OSIRIS-REx ajudam pesquisadores a compreender como esses corpos espaciais evoluem ao longo do tempo e como fatores como a radiação solar podem modificar suas trajetórias.

Energia equivalente a 22 bombas nucleares

A comparação com "22 bombas nucleares" tem sido amplamente divulgada para ilustrar o potencial energético de um impacto desse tipo. Especialistas alertam, entretanto, que essa referência serve apenas para facilitar a compreensão do público sobre a escala da energia envolvida.

Na prática, os efeitos de uma colisão dependeriam de diversos fatores, como: tamanho do asteroide; velocidade de entrada na atmosfera; ângulo de impacto; composição do corpo celeste; e local da colisão (oceano ou continente).

Por isso, não é possível afirmar que um eventual impacto produziria exatamente esse efeito em qualquer cenário.

Missão OSIRIS-REx trouxe descobertas importantes

A missão OSIRIS-REx representou um dos maiores avanços da exploração espacial recente. Após viajar milhões de quilômetros, a sonda coletou aproximadamente 120 gramas de material da superfície de Bennu e retornou com sucesso à Terra.

As primeiras análises revelaram minerais hidratados, compostos ricos em carbono e moléculas consideradas fundamentais para compreender a formação dos planetas e até a origem dos ingredientes necessários para a vida.

Mais recentemente, pesquisadores também descobriram detalhes sobre a estrutura extremamente porosa do asteroide, explicando por que sua superfície surpreendeu os cientistas quando a nave chegou ao objeto em 2018.

Defesa planetária ganha cada vez mais importância

Nos últimos anos, a NASA intensificou seus investimentos em programas de defesa planetária. Um dos principais marcos foi a missão DART, que demonstrou ser possível alterar a órbita de um pequeno asteroide por meio do impacto controlado de uma espaçonave.

Hoje, agências espaciais de diversos países trabalham em conjunto para ampliar a capacidade de identificar objetos potencialmente perigosos com décadas de antecedência, aumentando as chances de desenvolver medidas preventivas caso algum risco concreto seja identificado.

Não há motivo para alarme

Embora manchetes sobre asteroides costumem gerar preocupação, os próprios cientistas reforçam que não existe previsão de colisão de Bennu com a Terra. O monitoramento contínuo realizado pela NASA faz parte de um sistema internacional de vigilância que acompanha milhares de objetos espaciais diariamente.

As pesquisas envolvendo Bennu são consideradas fundamentais para aprimorar o conhecimento científico e fortalecer a capacidade da humanidade de responder a possíveis ameaças futuras, caso algum dia elas realmente surjam.





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