Número de mortos em terremotos na Venezuela ultrapassa 4,3 mil e milhares seguem desabrigados
A tragédia
provocada pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela no fim de
junho continua aumentando. Neste sábado, dia 11 de julho de 2026, as
autoridades venezuelanas divulgaram um novo balanço que confirma que
o número de mortes já ultrapassa 4.300, evidenciando a dimensão de
um dos maiores desastres naturais da história recente do país.
O
presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou que o
total de vítimas fatais chegou a mais de 4.300 pessoas. O
levantamento anterior apontava 4.118 mortos. Já o número de feridos
permanece em 16.740, indicando que milhares de sobreviventes ainda
necessitam de atendimento médico e acompanhamento especializado.
Os
dois terremotos de grande magnitude ocorreram em 24 de junho e
provocaram destruição em diferentes regiões venezuelanas. Embora a
capital Caracas também tenha registrado danos significativos, o
estado de La Guaira foi o mais afetado, com bairros inteiros
comprometidos pelo desabamento de imóveis e pela destruição da
infraestrutura urbana.
Com milhares de residências
destruídas ou interditadas, mais de 19 mil pessoas permanecem
desabrigadas. Muitas famílias vivem temporariamente em abrigos
improvisados instalados em estádios, praças públicas e outros
espaços abertos, enquanto aguardam uma solução definitiva para a
reconstrução de suas casas.
A resposta humanitária
continua mobilizando equipes de diferentes regiões da Venezuela e
também voluntários estrangeiros. Profissionais da saúde atuam em
hospitais de campanha e estruturas montadas ao ar livre, oferecendo
atendimento emergencial às vítimas. Além disso, organizações de
assistência seguem distribuindo alimentos, água potável,
medicamentos e itens essenciais para a população afetada.
Outro
fator que amplia a preocupação das autoridades é o elevado número
de pessoas cujo paradeiro ainda não foi confirmado. Jorge Rodríguez
não apresentou um balanço oficial sobre os desaparecidos.
Entretanto, estimativas divulgadas pela Organização das Nações
Unidas (ONU) indicam que esse contingente pode chegar a
aproximadamente 50 mil pessoas, tornando as operações de busca e
identificação ainda mais complexas.
As equipes de
resgate continuam trabalhando em áreas de difícil acesso,
utilizando máquinas pesadas e equipamentos especializados para
localizar possíveis sobreviventes entre os escombros. Ao mesmo
tempo, engenheiros realizam inspeções em edifícios que sofreram
danos estruturais, reduzindo os riscos de novos acidentes.
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