Hospital da Reserva debate atendimento SUS 24 horas em audiência pública na Câmara de São Lourenço do Sul
Câmara Municipal
de São Lourenço do Sul realizou, na quarta-feira, 8 de julho de
2026, uma audiência pública para discutir a situação dos serviços
prestados pelo Hospital da Reserva e a possibilidade de ampliação
do atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) para 24
horas.
Localizado em São João da Reserva, 6º distrito
de São Lourenço do Sul, a aproximadamente 30 quilômetros da área
urbana, o hospital oferece atualmente plantão SUS das 7h às 19h. A
audiência teve como objetivo reunir representantes do poder público,
da instituição hospitalar e da comunidade para debater alternativas
que viabilizem a ampliação do serviço.
A audiência foi
conduzida pelo presidente da Comissão de Orçamento e Finanças
(COF), vereador Willian Holz (PL), autor da proposta. Compuseram a
mesa o presidente do Hospital da Reserva, Luis Roberto Saafeldt; o
gerente de Serviços em Saúde da instituição, Aloísio Gularte; o
secretário municipal de Saúde, Diego Elias; o prefeito de Arroio do
Padre, Juliano Buchweitz; e o presidente do Conselho Municipal de
Saúde, Armildo Schneider.
Também participaram como
convidados o vereador de Arroio do Padre, Adavilson Timm; o
representante do Conselho Municipal de Saúde, Dari Klein; e a
representante do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares
de Pelotas, Fabiane Holz, além de pessoas da comunidade.
Durante
a audiência, a direção do hospital apresentou investimentos e
melhorias que vêm sendo realizados na estrutura da instituição por
meio de parcerias públicas e privadas, como emendas parlamentares e
captação de recursos em projetos. Entre as ações em andamento,
estão a conclusão do asfaltamento da estrada de acesso ao hospital,
prevista para o fim de 2026; a instalação de um tomógrafo, com
expectativa de entrar em funcionamento em 2027; a inauguração de
uma nova cozinha e lavanderia industriais, e a implantação de uma
agência transfusional.
Ao abordar o atendimento pelo SUS,
a administração do hospital informou que o plantão de 12 horas é
financiado atualmente com R$ 80 mil mensais repassados pelo Governo
do Estado e R$ 66 mil pelo Município de São Lourenço do Sul, sendo
o valor restante complementado pela própria instituição. Segundo
os gestores, a ampliação para um plantão de 24 horas exigiria um
aporte adicional de aproximadamente R$ 110 mil mensais, podendo esse
custo ser maior conforme o aumento da demanda por atendimentos e
internações.
Luis e Aloísio destacaram que a estrutura
física do hospital possui capacidade para futura ampliação de
leitos, caso necessário, mas ressaltaram que qualquer expansão do
serviço deve ocorrer com responsabilidade financeira. Conforme os
gestores, a implantação de um plantão de 24 horas demandaria a
contratação de novos profissionais e o aumento dos custos
operacionais, razão pela qual a medida deve ser planejada para
garantir sua manutenção permanente, em um financiamento continuado,
sem comprometer o equilíbrio financeiro da instituição.
Durante
o debate, vereadores presentes destacaram a importância do Hospital
da Reserva para a população da zona rural, que representa parcela
significativa dos moradores do município, além de sua vocação
para atender pacientes de cidades vizinhas. Também foi ressaltada a
ausência de representantes do Governo do Estado na audiência,
considerada relevante diante da responsabilidade estadual no
financiamento dos serviços hospitalares.
Os participantes
defenderam a continuidade do diálogo com o Governo do Estado em
busca de alternativas para viabilizar a ampliação do atendimento.
Entre as possibilidades de financiamento mencionadas estiveram a
destinação de emendas impositivas individuais e de bancada pelos
vereadores, o repasse de parte dos recursos do duodécimo da Câmara
Municipal e o fortalecimento de parcerias entre as prefeituras de São
Lourenço do Sul e dos municípios atendidos pelo Hospital da
Reserva. Como encaminhamento da audiência, estão previstas reuniões
entre as bancadas de vereadores para dar andamento nas discussões e
avaliar alternativas para a viabilização da proposta.
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