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Fecomércio-RS faz levantamento sobre a situação atual do segmento mais afetado pela pandemia

Passado um ano de pandemia, esse é um dos segmentos mais atingidos pelas medidas de restrição às atividades
01/07/2021 Usine de Notícias – Foto: Divulgação

Mais de um ano após o início da pandemia, um dos segmentos mais afetados pelas restrições das atividades do comércio relatou na Sondagem da Fecomércio-RS como tem enfrentado o período. A Sondagem de Vestuário, divulgada nesta terça-feira pela Federação, aponta três destaques nessa edição: o custo das mercadorias para revenda, o preço dos aluguéis e o resultado da maior presença nos meios digitais.  

A pesquisa aponta que os produtos ficaram mais caros já que 46,2% dos entrevistados afirmaram que o aumento dos custos foi repassado integralmente para os preços dos produtos. Do restante, 30,9% afirmam que os repasses foram parciais, 10,4% disseram que houve aumento nos custos, mas não houve o repasse, enquanto 12,5% relataram não ter tido aumento de custos das mercadorias para revenda. Com relação às dificuldades de aquisição de estoques, 33,2% relataram dificuldades pontuais (com alguns fornecedores), enquanto para 5,2% as dificuldades são generalizadas.

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Outro ponto de interesse da Sondagem foram os preços dos aluguéis. Em 45,1% das respostas, os estabelecimentos apontaram que o aluguel foi reduzido apenas durante o período em que o estabelecimento foi obrigado a fechar suas operações. Para 18,9% dos estabelecimentos houve a redução permanente do aluguel até o período presente. Já para 20,9% dos entrevistados não houve redução do aluguel no período, mas também não ocorreu o reajuste. Para os 15,0% restantes não houve redução do valor, e houve o reajuste.  

Os entrevistados também foram questionados quanto às reações à crise. Nesse sentido, o uso de redes sociais já é adotado por 94,5% dos entrevistados. Ainda, 61,2% afirmaram ter tomado ações no sentido de reforçar sua presença online. Destes, 82,4% relataram que o esforço trouxe bons resultados. “Antes os consumidores iam às lojas.

Agora as lojas precisam ir até os consumidores, que estão no meio digital. Os números são claros mostrando que as empresas que apostaram, com estratégia, no digital estão colhendo bons resultados”, explicou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.  

Para o futuro, 70,4% dos respondentes acreditam que haverá alguma melhora nas vendas para os próximos seis meses, 26,5% esperam que as vendas fiquem estáveis e 3,2% estão mais pessimistas e acreditam na piora das vendas. Em relação à economia brasileira, 70,4% acreditam que haja melhora, 23,9% acreditam na estabilidade da atividade, ao passo que 5,7% esperam que a situação piore.

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