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Crioterapia ameniza queda de cabelo durante a quimioterapia

Tecnologia chamada de Touca Inglesa é adotada pela Oncoclínicas em Porto Alegre
27/06/2021 Moglia Comunicação – Foto: Divulgação

Um dos efeitos colaterais mais temidos da quimioterapia, a queda de cabelo pode ser reduzida com o uso da crioterapia. Este procedimento nada mais é do que resfriamento do couro cabeludo durante a infusão do tratamento com quimioterapia.

Este sistema recebe o nome de Touca Inglesa, é adotado pela Oncoclínicas em Porto Alegre e, de acordo com o oncologista Dr. Carlos Barrios, cada paciente deve ser previamente avaliada para analisar se pode ser submetida à técnica que pode preservar os fios de cabelo total ou parcialmente.

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“A crioterapia reduz a temperatura do couro cabeludo a baixos níveis, causando vasoconstrição (diminuição do fluxo sanguíneo) e redução da taxa metabólica do folículo do cabelo, que, assim, fica menos exposto aos danos dos quimioterápicos circulantes no sangue”, explica o médico.

O paciente veste a touca hipotérmica, que fica conectada diretamente a um sistema de resfriamento, atingindo uma temperatura entre 18oC e 22oC.  A touca é colocada cerca de 30 minutos antes da sessão de quimioterapia e a paciente deve permanecer com ela em torno de uma hora e meia após o término da infusão dos medicamentos, dependendo do protocolo adotado.

O sistema de crioterapia capilar utiliza um líquido que circula na touca e resfria o couro cabeludo de maneira estável e constante. A técnica foi lançada no mercado em 1997 e ainda hoje é considerada a mais moderna para esse tipo de tratamento. Os resultados irão depender do tipo de medicação administrada: 50% para medicamentos mais fortes; e de até 92% para medicações consideradas menos agressivas.  

Em geral, a taxa de preservação do cabelo pode chegar a 60% em casos de câncer de mama, por exemplo.  Com isto, muitas mulheres podem evitar o uso de lenços e perucas durante o tratamento.  O benefício para a autoestima das pacientes que preservam o cabelo é muito grande, particularmente enquanto enfrentam o tratamento.

As informações disponíveis demostram que a crioterapia é segura e não compromete o resultado do tratamento oncológico. Há casos, no entanto, em que o seu uso não é recomendado. “Como inibe a absorção das drogas na região do couro cabeludo, o resfriamento não é indicado para pacientes com doenças hematológicas, àqueles com metástases no couro cabeludo, pacientes fazendo radioterapia no crânio e àqueles submetidos a tratamento de transplante de medula óssea”, ressalta o Dr. Carlos Barrios.

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O tratamento também apresenta restrições em casos de alergia ao frio, doença de aglutininas ao frio, e em algumas situações de doença hepática e renal grave.  Por isso, é importante uma discussão prévia com o médico para definir quais pacientes podem ser submetidas ao procedimento com segurança.

Efeitos colaterais

Alguns efeitos colaterais têm sido relatados por pacientes submetidas à crioterapia. Entre eles destacamos: Sensação de frio, dor de cabeça (de leve a severa), sensação de peso na cabeça, dor na testa, dor intermitente no pescoço, tonturas ou vertigens (durante o resfriamento do couro cabeludo e/ou após a remoção da touca ao final do tratamento). Entretanto, estes efeitos são facilmente manejáveis e controlados na maior parte dos casos.

SOBRE O GRUPO ONCOCLÍNICAS

Fundado em 2010, é o maior grupo especializado no tratamento do câncer na América Latina. Possui atuação em oncologia, radioterapia e hematologia em 11 estados brasileiros. Atualmente, conta com 68 unidades entre clínicas e parcerias hospitalares, que oferecem tratamento individualizado, baseado em atualização científica, e com foco na segurança e o conforto do paciente.

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Seu corpo clínico é composto por mais de 800 médicos, além das equipes multidisciplinares de apoio, que são responsáveis pelo cuidado integral dos pacientes. O Grupo Oncoclínicas conta ainda com parceira exclusiva no Brasil com o Dana-Farber Cancer Institute, um dos mais renomados centros de pesquisa e tratamento do câncer no mundo, afiliado à Harvard Medical School, em Boston, EUA.

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