domingo, 11 de agosto de 2019

PELOTAS - ESCOLA DE TURNO INTEGRAL E INICIAÇÃO AGRÍCOLA COMEÇAM NA ZONA RURAL

Aulas de técnicas agrícolas, robótica, culinária, produção textual, voleibol, educação ambiental e reforço de Matemática compõem a nova realidade de ensino proporcionada pela Escola de Ensino Fundamental (Emef) Dona Maria Joaquina – o primeiro educandário municipal de iniciação agrícola em turno integral de Pelotas – para seis turmas do 6º ao 9º ano. Cerca de 100 estudantes aderiram à rotina diferenciada de aprendizado nesta semana e aprovaram a experiência.

“Os alunos acolheram o turno integral, vêm entusiasmados e a equipe segue qualificando ainda mais a estrutura para recebê-los”, afirmou a diretora da instituição do Cerrito Alegre, 3º distrito, Ana Maria Madruga.

Ela acrescenta que a escola disponibiliza quatro refeições diárias (incluindo café da manhã, lanche, almoço e merenda à tarde) e oferece espaço para banho e higiene dos estudantes.

Em quase um hectare de área cultivada, nos fundos do educandário, está o diferencial da Dona Maria Joaquina: horta e pomar que dão origem a saborosos legumes, verduras e frutas – todos sob os cuidados atenciosos dos alunos, que participam dos processos de plantio, colheita, lavagem, corte e embalagem.

Os kits compostos por abóbora, cenoura, aipim, couve, batata-doce e chuchu, com aproximadamente 750 gramas, são aproveitados na merenda escolar, consumidos na casa dos alunos e comercializados pela instituição.
Aprendizado que vem da terra

A horta representa um novo espaço pedagógico, onde diversas disciplinas são trabalhadas a partir da atividade agrícola, como Matemática e Ciências. “Sempre explicamos o valor nutricional de cada hortaliça e reforçamos que é possível ter uma experiência como essa sem usar agrotóxicos", disse o professor de Técnicas Agrícolas, Claudenir Prestes, mencionando a importância dos alunos levarem esse conhecimento para suas casas.

Adubação orgânica, compostagem, semeadura, irrigação, apicultura e elaboração de canteiros integram o cronograma de ensino repassado nas aulas em meio à natureza. “É uma terapia trabalhar aqui, desestressa e me faz muito bem”, contou o educador que leciona há quase três décadas.

Estefane e Evelen, de 12 anos, ainda estão se adaptando à rotina de passar todo o dia na escola, mas relatam as boas experiências que tiveram até agora, como o aprendizado na horta e na oficina de produção textual, onde realizam redações que aprimoram a escrita e a interpretação de texto.

Robótica para expandir o conhecimento

O primeiro protótipo construído pelos alunos neste mês – uma aranha – representa o principal objetivo do projeto de robótica da escola: trabalhar com materiais recicláveis e associar o conhecimento da tecnologia à realidade dos estudantes. Neste caso, eles foram estimulados a pesquisar sobre a articulação do animal, seu habitat e alimentação, a fim de transferir o estudo para a prática na criação do robô.

“Não queremos trabalhar a robótica engessada, mas sim algo que eles possam aplicar em casa e ajudar a família”, destacou Gláucia.

A ciência também vem sendo empregada em aulas de programação, nas quais estudantes como o Pedro, de 13 anos, aprende técnicas para desenvolver jogos no computador. A ideia também é conectar estes conhecimentos ao aprimoramento das técnicas agrícolas, em relação à irrigação e à umidade do solo, por exemplo.
Alimentação saudável é sinônimo de saúde

A aluna Júlia, do 6º ano, é quem explica os ingredientes utilizados em duas receitas saudáveis produzidas pela turma na aula de culinária: suco de couve com limão e patê feito de talos de beterraba. A proposta de investir na alimentação saudável para uma vida com mais saúde é salientada pela professora Núbia Mauch, que ressalta os nutrientes, vitaminas e sais minerais contidos em cada alimento oferecido aos estudantes.

A importância da higienização para cozinhar e o costume de aproveitar partes que, normalmente, vão fora, como o talo da beterraba, também são repassados ao grupo, de maneira a evitar o desperdício.

“Quantas doenças não podem ser impedidas com a simples lavagem correta das mãos?”, lembrou a professora.

Educação ambiental, Matemática e esporte

Complementam o cronograma de ensino, no turno integral, aulas referentes à educação ambiental – que abordam a importância da reciclagem, do descarte correto de lixo e da preservação do meio ambiente –, reforço de Matemática – quando o conteúdo é fortalecido para estudantes de 8º e 9º anos, a fim de prepará-los para o ingresso no Ensino Médio – e prática de voleibol.

Dona Maria Joaquina

Com 70 anos de história, a escola é responsável pelo ensino de 195 estudantes, do pré ao 9º ano, e conta com o trabalho de 40 funcionários. (Ascom Prefeitura de Pelotas - Redação: Luiza Meirelles - Foto: Michel Corvello)

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