terça-feira, 11 de junho de 2019

DOM FELICIANO - VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA MUNICIPAL TRABALHA NA PREVENÇÃO DA SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA

A Prefeitura, através do setor de Vigilância Epidemiológica da SMS - Secretaria de Saúde, tem incentivado ações de prevenção à síndrome mão-pé-boca no Município. 

Em 29 de maio, a pedido da direção da Escola de Educação Infantil Professor Lorenz, por exemplo, realizou conversa com pais e mães sobre a doença, cuidados e orientou que, em caso de suspeita, a Secretaria seja avisada. 

A SMS já teve 32 notificações, e, sob orientação da Secretaria Estadual da Saúde, foram encaminhadas três amostras para o LACEN/RS - Laboratório Central de Saúde Pública, que, por sua vez, mandou para a FIOCRUZ/SP. 

“Somente daqui uns três ou quatro meses teremos o resultado das amostragens”, adianta a enfermeira da Vigilância Epidemiológica da SMS, Ivandra Camargo. 

A síndrome, comum no outono e registrada em várias cidades brasileiras, é causada pelo vírus Coxsackie, cujos sintomas surgem de três a sete dias após a infecção - febre superior a 38ºC, dor de garganta e falta de apetite, além de mal-estar geral. 

O nome da doença remete ao aparecimento de aftas na boca e bolhas dolorosas nas mãos, pés e, por vezes, na região íntima, que podem coçar. Mais comum em crianças com menos de cinco anos de idade, também pode aparecer em adultos. 

Segundo Ivandra, a transmissão da doença acontece através da tosse ou espirro, água contaminada e ainda o contato com objetos ou pessoas contaminadas. Ela ressalta não haver casos oficialmente registrados da síndrome em Dom Feliciano. “O alerta é mais para prevenir”, considera. “No entanto, na presença dos sintomas da doença, o responsável pela criança deve procurar atendimento médico de imediato, além de notificar a Secretaria de Saúde”.

Transmissão

• Dá-se pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas.

Sinais e Sintomas

• Período de incubação de 4 a 6 dias

• Geralmente inicia com febre alta; um a dois dias após surgem aftas dolorosas e gânglios aumentados no pescoço. A seguir surge nos pés e nas mãos uma infecção moderada sob a forma de pequenas bolhas não pruriginosas e não dolorosas, de cor acinzentada com base avermelhada; eventualmente podem coçar. Na maioria dos casos a doença evolui de forma benigna, com cura espontânea após 7 a 10 dias, sendo pouco frequentes as complicações. É comum dores de cabeça, falta de apetite, vômitos e diarreia. 

• A desidratação é a complicação mais frequente em virtude da febre e da ingesta inadequada de líquidos, devido à dor para engolir; o maior risco de contágio ocorre durante a primeira semana de doença.

Diagnóstico
• É clínico, baseado nos sintomas, localização e aparência das lesões. Em alguns casos, os exames de fezes e a sorologia podem ajudar a identificar o tipo de vírus causador da infecção

Tratamento:

• Não há terapia específica para a doença

• Não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, tratam-se apenas os sintomas (antitérmicos e anti-inflamatórios) 

• Medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves, sob orientação médica. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta

Medidas para controle da infecção:

• Manter um nível adequado de higienização da casa, das creches e das escolas

• Estimular a lavagem das mãos das crianças, várias vezes ao dia, especialmente antes da alimentação, após contato com as lesões e após o uso do banheiro

• Orientar os cuidadores a também adquirirem o hábito da lavagem frequente das mãos, especialmente após as trocas das fraldas de crianças infectadas, antes do preparo dos alimentos e antes de alimentá-las

• Evitar, na medida do possível, o contato muito próximo com a criança (como abraçar e beijar)

• Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir

• Evitar o compartilhamento de itens pessoais como colheres, copos e demais utensílios, lembrando sempre de lavá-los adequadamente com água e detergente após o uso

• Lavar superfícies, objetos e brinquedos que possam entrar em contato com secreções e fezes dos indivíduos doentes com água e sabão e, após, desinfetar com solução de água sanitária diluída em água pura (uma colher de sopa de água sanitária diluída em quatro copos de água limpa)

• Descartar adequadamente as fraldas em lixeiro fechado

• Crianças febris, indispostas, com vesículas rompidas devem ser afastadas da creche ou escola até a melhora clínica

• Disponibilizar sabão líquido e papel toalha nas pias onde são realizadas a higienização das mãos das crianças e colaboradores e o álcool em gel

• Deixar portas e janelas abertas para manter o ambiente arejado

• Crianças devem ficar em casa, enquanto durar a infecção (geralmente 5 a 7 dias após início dos sintomas) (Ascom Prefeitura | Foto: Divulgação)



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