sexta-feira, 15 de março de 2019

GUAÍBA – MORADORES SOFREM COM A FALTA DE HOSPITAL E AMBULÂNCIAS PARA CASOS GRAVES

Os pacientes de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, sofrem com a falta de um hospital e de ambulâncias para o atendimento de casos mais graves pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A cidade tem um hospital público quase pronto, mas que não começa a funcionar por falta de dinheiro.

"Os moradores não precisam de um pronto atendimento mas de um hospital, novinho. Muitos dos equipamentos inclusive ainda estão nas caixas. Só faltam os R$ 2 milhões para pagar pelo funcionamento deles todos os meses", confirma o prefeito de Guaíba, José Sperotto.

O projeto do hospital, já aprovado pela Secretaria Estadual de Saúde, prevê 74 leitos, com possibilidade de ampliação para até 104. E por que não é fechado o contrato com o governo para obter o recurso? "Falta de verba mesmo do próprio estado, né?", diz Sperotto.

O prefeito de Guaíba deve ir à Brasília na semana que vem, pedir apoio ao Ministério da Saúde para abrir o hospital.

Já o problema da escassez de ambulâncias tem outro motivo: o fato da base do Samu de Guaíba atender também a outros cinco municípios na região, conforme o secretário de Saúde da cidade, Jocir Panazollo.

Poucas ambulâncias

"Ás vezes São Jerônimo chama a ambulância para fazer o transporte, aqui fica descoberto. Precisaria de mais. A gente já fez pedido pro Ministério de Saúde, para a Secretaria do estado, estamos aguardando", diz.

As dificuldades atingem os pacientes em situação de gravidade, como Vera da Luz, que está em coma. Seu filho, o comerciante Marcos da Silva Ferreira, conta que ela passou mal no começo do mês, e foi trazida para o pronto-atendimento de Guaíba.

"Na hora já viram que ela tinha sofrido um AVC hemorrágico gravíssimo, e que não tinha mais o que fazer por que ela tava em coma", conta. Vera precisou ser internada em Porto Alegre.

Já a dona de casa Mari Garcia precisou chamar um carro por aplicativo para levar o marido, Márcio, até a capital, durante uma crise. Ele tem Esclerose Lateral Amiotrófica, que causa paralisia e falta de ar. Ela reclama da falta de ambulâncias e de atendimento pelo SUS.

"Ele precisa de cuidados 24 horas, de fono, de fisio, de psicóloga, são varias coisas, precisa ter cuidado 24 horas, e eles [hospital] falaram que não têm", lamenta.

Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde disse que está negociando com a prefeitura para viabilizar o funcionamento do hospital. Além disso, os procedimentos ambulatoriais e hospitalares devem ser custeados pelo governo federal.

Sobre o Samu, a pasta garante que três ambulâncias são suficientes para a demanda da cidade. (Por RBS TV | Foto: Divulgação)


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