sábado, 10 de novembro de 2018

INFORMATIVO - PROJETO INSTITUIU POLÍTICA DE ENFRENTAMENTO AO ALZHEIMER NO RS

A deputada Manuela d Ávila (PCdoB) quer instituir uma política estadual de enfrentamento ao Alzheimer e outras demências, como já existe em outros países. 

Com este propósito apresentou na Assembleia Legislativa o projeto de Lei (PL) 131 2018, que articula ações nas áreas da saúde, assistência social, direitos humanos, inovação e tecnologia para prevenir a doença e garantir o tratamento com base nas orientações do Plano de Enfrentamento da Organização Mundial da Saúde (ONU).

Conforme a proposta, o enfrentamento das demências observará a vontade dos doentes ou de seus representantes legais, além de oferecer um sistema de apoio para colaborar com a família para que possa a lidar com a doença do paciente em seu próprio ambiente. 

O projeto pretende ainda criar um sistema de suporte para ajudar os pacientes a viverem o mais ativamente possível.

Na justificativa do projeto, a deputada argumenta que o Rio Grande do Sul é o estado brasileiro com a maior taxa populacional de idosos. Aqui, estão 16,06% dos idosos brasileiros, representando uma população de 1,8 milhão de pessoas com mais de 60 anos. Segundo estimativas, em 15 anos, 25% da população gaúcha chegará a faixa etária. 

O avanço da idade vem acompanhado de doenças crônicas não transmissíveis, como problemas cardiovasculares e demências, que ocasionam perda de funções cognitivas, como memória, atenção a orientação, e estão associadas a prejuízos na vida laboral, social e a capacidade de autocuidado.

Ainda conforma e justificativa da proposta, entre os tipos de demência, o Alzheimer representa de 60 a 70% dos casos, seguido pela demência vascular mista e demência por Corpos de Lewy. 

Uma das características destas enfermidades é que elas demandam uma carga intensa e prolongada de cuidados, envolvendo praticamente toda a família e causando adoecimento dos cuidadores diretos. Cerca de 60% deles entram em forte estresse, enquanto 42% em ansiedade e 40% em depressão.

Com bases em levantamentos nacionais, estima-se que as demências tenham prevalência de 6 a 8%na população acima dos 60 anos. No Rio Grande do Sul, seriam de 100 a 120 mil pessoas acometidas. A estimativa é que os casos de demências terão significante aumento, em especial em países em desenvolvimento, podendo duplicar até 2030. 

“Nessa perspectiva, chegaremos a mais de 200 mil casos em pouco mais de 10 anos. Ou seja, pelo menos 200 mil famílias gaúchas poderão ser envolvidas diretamente com as demências.”, acredita a deputada.

Além da falta de diagnóstico, pouco acesso a tratamentos e pouco compreensão da doença por parte da sociedade, Manuela argumenta que há carência de profissionais capacitados no cuidado dessas doenças, em especial de especialistas em geriatria e gerontologia. 

“Alguns dados expõem as dificuldades a sociedade gaúcha em lidar com o tema, como a baixa prescrição de medicamentos específicos para tratamento do Alzheimer e o fato das demências sequer constarem no Plano Estadual de Saúde 2016-2019”, aponta, lembrando que, conforme o Sistema de Indicadores de Saúde e Acompanhamento do Idoso (SISAP), da FIOCRUZ, em 2015, no RS, apenas 3,57% dos pacientes com a doença recebiam medicação pelo SUS. Em outros estados, a taxa superou os 40% no mesmo período. (Olga Arnt - MTE 14323 | Agência de Notícias - 11:30-09/11/2018 - Edição: Celso Bender - MTE 5771 - Foto: Divulgação)

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