terça-feira, 23 de outubro de 2018

OBSERVANDO O MUNDO - CHINA PLANEJA A IMPLANTAÇÃO DE LUA ARTIFICIAL PARA ILUMINAR ZONAS URBANAS

A China planeja lançar sua própria “lua” artificial até 2020 para substituir a iluminação urbana e reduzir os custos de energia elétrica nas cidades, informa a imprensa estatal. 

Chengdu, uma cidade da província de Sichuan, no Sudoeste do País, está desenvolvendo “satélites brilhantes” que serão oito vezes mais luminosos do que a percepção que temos da lua — embora a luz não parta dela, mas sim seja um reflexo da luz do Sol. As informações são do jornal “China Daily”.

A primeira “lua” feita pelo homem deve ser lançada ao espaço a partir do Centro de Lançamento de Satélites Xichang, indicou o diretor da organização responsável pelo projeto, Wu Chunfeng. Em caso de sucesso, outras três luas artificiais serão lançadas em 2022.

O primeiro lançamento terá caráter experimental, mas os satélites de 2022 serão “reais” e terão um “grande potencial cívico e comercial”, afirmou Wu ao “China Daily”. Ao refletir a luz do sol, eles podem substituir a iluminação urbana em cidades, gerando uma economia de 1,2 bilhão de yuanes por ano — o equivalente a R$ 630 milhões — em energia elétrica na cidade de Chengdu, por exemplo, quando a “lua” artificial iluminar uma área de 50 quilômetros quadrados.

A fonte de luz alternativa também pode ajudar nos trabalhos de resgate em zonas que sofreram desastres e que registram cortes de energia elétrica. A China não é o primeiro país que tenta captar luz solar. Nos anos 1990, cientistas russos usaram espelhos gigantes para refletir a luz do espaço, em um projeto experimental chamado Znamya ou Banner.

A ideia desta “lua artificial” vem de um artista francês, que imaginou pendurar um colar feito de espelhos sobre a Terra, cuja missão seria refletir a luz do sol em Paris durante o ano todo. Apesar da viabilidade real do projeto ainda estar por se confirmar, já existem precedentes de projetos parecidos e em menor escala em outros lugares do mundo.

Foi o caso, por exemplo, de Rijukan —um pequeno povoado norueguês conhecido como a “aldeia das sombras”— no qual se decidiu iluminar as ruas com os raios do sol a partir de três espelhos colocados no “alto das montanhas”, no fim de 2013. 

A função dos espelhos é refletir tal luz para as casas em um município que vive durante seis meses do ano na mais completa escuridão. Sua localização também não ajuda, pois se encontra encravado no fundo de um estreito vale.

No entanto, a lua artificial proposta pelo instituto de pesquisas chinês não conta com a aprovação da maioria da população. Algumas vozes críticas demonstraram sua preocupação quanto aos efeitos adversos sobre a rotina diária de alguns animais e na observação astronômica, segundo registraram vários jornais locais. 

Outros especialistas asseguraram que a luz originada pelo satélite é a mesma que a de um resplendor ao entardecer e não afetaria “as rotinas dos animais”. Em Chengdu, pode ser que os moradores, em dois anos, passem a viver sob a luz das luas. (Jornal O Sul - Foto: Reprodução)

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