segunda-feira, 8 de outubro de 2018

INFORMATIVO - MERCADO FINANCEIRO ELEVA ESTIMATIVA DE INFLAÇÃO PARA 4,4%, DIZ BC

A estimativa de instituições financeiras para a inflação este ano subiu pela quarta vez seguida. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), divulgada nesta segunda-feira, dia 8 de outubro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,4%. 

Na semana passada, a projeção estava em 4,3%. Para 2019, a projeção da inflação permaneceu em 4,2%. Já em 2020, a estimativa segue em 4% e, para 2021, passou de 3,97% para 3,95%. 

A projeção do mercado financeiro ficou mais próxima do centro da meta deste ano, que é 4,5%. Essa meta tem limite inferior de 3% e superior de 6%. 

Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Em 2020, por sua vez, a meta é 4% e 2021, 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5% para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Taxa básica

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como instrumento a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 6,5% ao ano. De acordo com o mercado financeiro, a Selic deve permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018. 

Para 2019, a expectativa é de aumento da taxa básica, terminando o período em 8% ao ano. Para o fim de 2020, a projeção é 8,38% ao ano, ante 8,19% previstos na semana passada, voltando a 8% ao ano no final de 2021.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

A manutenção da taxa básica de juros, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Crescimento econômico

As instituições financeiras ajustaram a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, de 1,35% para 1,34%, este ano e mantiveram a estimativa em 2,5% nos próximos três anos. 

A expectativa para a cotação do dólar foi mantida em R$ 3,89 no fim deste ano, e em R$ 3,83 ao término de 2019. (Agência Brasil | Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil / CP)

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