quinta-feira, 19 de julho de 2018

PELOTAS - CÂMARA DE VEREADORES VAI TER CPI PARA INVESTIGAR SUPOSTA FRAUDE EM EXAMES DE CÂNCER

Vereadores de Pelotas aprovaram a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para tratar das denúncias de que exames do colo do útero (de prevenção de câncer) eram feitos por amostragem, e não de paciente em paciente.

Em função do caso, a prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) assumiu interinamente a Secretaria de Saúde e determinou abertura de sindicância. A administração colocou a secretária municipal de Saúde, Ana Costa, em férias por 15 dias.

Nesse período, a prefeita tenta viabilizar a revisão das amostras junto ao Serviço Especializado de Ginecologia. O município pretende contratar emergencialmente um laboratório para refazer os exames pelo período de um mês a fim de comparar os resultados divulgados pela empresa contratada.

Paula também se reuniu com o delegado da Polícia Federal Cássio Berg Barcellos para ajustar o repasse de informações solicitadas pela corporação. Ela visitou na manhã de hoje a UBS Bom Jesus para conversar com servidores sobre a situação. Profissionais da unidade foram os primeiros a denunciar o problema.

O Ministério Público também deu cinco dias para que a prefeitura encaminhe a documentação solicitada sobre a possível fraude nos exames pré-câncer.

Em nota emitida nessa segunda-feira, a Sociedade Brasileira de Patologia informou que acompanha “com preocupação as investigações e denúncias relacionadas à suspeita” e disse esperar que “as investigações prossigam para a devida responsabilização dos culpados caso esse crime grave se confirme”.

Entenda melhor

Médicos e enfermeiros da UBS Bom Jesus, na cidade gaúcha, que faziam a coleta de exame citopatológico do colo uterino notaram não ter sido identificado nenhum resultado alterado no período de janeiro de 2014 a junho de 2017. Uma tabela de exames da mesma unidade de saúde mostrou que antes desse período 44 resultados divulgados pelo laboratório apontaram câncer.

As amostras coletadas das pacientes vinham sendo analisadas por amostragem — a cada 100, somente uma era, de fato, analisada. Mesmo pacientes com lesões aparentes recebiam resultados de exames “normais”. (Com informações da repórter Angélica Silveira/Correio do Povo - Foto: Angélica Silveira / Especial / CP)

 

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