quarta-feira, 16 de maio de 2018

PELOTAS - CONJUNTO HISTÓRICO, INCLUINDO TRADIÇÃO DOCEIRA, TORNA-SE PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO EM VOTAÇÃO DO IPHAN

O conjunto histórico de Pelotas, no Sul do Rio Grande do Sul, tornou-se Patrimônio Cultural Brasileiro. A distinção foi oficializada por unanimidade na terça-feira, dia 15 de maio de 2018, durante votação do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília.

O conjunto é formado por quatro praças, um parque, a Chácara da Baronesa e a Charqueada São João. A última, construída entre 1807 e 1810, fica às margens do Arroio Pelotas. O local ficou conhecido nacionalmente por ser cenário da minissérie "A Casa das Sete Mulheres", exibida na Rede Globo em 2003.

No projeto, estão descritas as características arquitetônicas de cada um dos lugares, além das diretrizes para a preservação desses locais e de prédios importantes ao redor do Centro Histórico, como o Mercado Público e a Catedral Metropolitana São Francisco de Paula.

Com o tombamento nacional, os locais terão a gestão compartilhada entre os governos municipal e federal. As praças citadas são José Bonifácio, Coronel Pedro Osório, Piratinino de Almeida, Cipriano Barcelos e o parque Dom Antônio Zatter. 

Os doces de Pelotas

Além disso, o modo de fazer os doces tradicionais pelotenses é mencionado como patrimônio imaterial no projeto e inclui, além de Pelotas, os municípios de Arroio do Padre, Capão do Leão, Morro Redondo e Turuçu – chamados de Antiga Pelotas.

Iguarias como quindim, bem casado, camafeu, figo em calda, amanteigado, ameixa recheada, abóbora cristalizada fizeram com que a região ficasse conhecida como a "terra do doce".

Essa avaliação será feita à tarde. Caso se confirme, será a primeira vez, na história do Iphan, que a certificação se dará em ambas categorias ao mesmo tempo - material e imaterial.

A principal tese para reconhecer a tradição doceira está no fato de que a produção de charque, principal atividade econômica de Pelotas no fim do século 18, influenciou diretamente o desenvolvimento das receitas dos doces tradicionais.

A venda de carne para o Nordeste do país permitiu o acesso ao açúcar produzido nesta região, pois o transporte era realizado pelos mesmos navios.

No pedido de reconhecimento está contemplado um plano de preservação do modo de produção dos doces na região, com ações para a manutenção e transmissão do conhecimento para as próximas gerações.

Tanto a produção dos chamados doces finos, que tornaram a cidade famosa pela ligação com a tradição europeia, quanto a de doces coloniais, desenvolvidos no meio rural e vinculados à história dos imigrantes europeus e escravos do ciclo do charque, está inserida no projeto.

Se o plano for aprovado, a tradição doceira será o segundo bem imaterial do Rio Grande do Sul reconhecido pelo Iphan. O primeiro foi a Tava, lugar de referência para o povo Guarani-Mbyá. (Por G1 RS e RBS TV – Foto: Rafa Marin/Divulgação, Yara Diniz/Iphan e Gustavo Mansur/Divulgação)





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