quarta-feira, 30 de maio de 2018

GUAÍBA - CELULOSE RIOGRANDENSE PARALISA PRODUÇÃO POR FALTA DE SUPRIMENTOS

Mais de 5 mil toneladas de celulose branqueada de eucalipto já deixaram de ser produzidas desde sábado pela Celulose Riograndense, em Guaíba, quando a empresa interrompeu a operação de uma das duas linhas de produção.

A partir desta quinta, a segunda fábrica também fica paralisada: ambas produzem 5,6 mil toneladas de celulose/dia. O motivo é a greve dos caminhoneiros e os efeitos dela no suprimento e logística do grupo.

Conforme o diretor-presidente da Celulose Riograndense, Walter Lídio Nunes, além da produção de celulose, a empresa desativou as plantas de papel (para impressora), de produtos químicos e geração de energia elétrica.

“Usamos o gás para as empilhadeiras, óleo diesel para a frota de caminhões, gasolina/etanol à frota de carros e utilitários leves, e óleo pesado e carvão às caldeiras e agora estão acabando nossos estoques”, explicou.

Na estimativa de Nunes, a produção da Celulose Riograndense pode ficar de três a quatro dias totalmente paralisada. São dois dias para o desligamento das máquinas e mais dois necessários à retomada das operações.

Não há como prever, mas se isso se confirmar, quase 25 toneladas de celulose deixarão de ser processadas no complexo. Como os serviços de logística do grupo são terceirizados, toda a cadeia operacional ligada a fábrica também parou devido a greve e falta de combustíveis.

“Não há risco aos empregos da Celulose, mas como fica a economia? E as empresas menos estruturadas?”, questiona. Segundo ele, o movimento dos caminhoneiros foi justo e a situação da categoria era insustentável, mas agora as reivindicações foram atendidas pelo governo. “A greve agora é pelo frete ou há infiltração política? Isso vai custar muito, muito caro ao país e à população”, afirmou.

Ao todo, Celulose Riograndense gera 24 mil empregos, dos quais cerca de 5 mil diretos na região de Guaíba. Em maio de 2015 o grupo inaugurou a segunda planta industrial. No RS, a empresa planta 160 mil hectares em florestas e conta com mais 160 mil hectares destinados à preservação ambiental. (Rádio Guaíba)

 

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