terça-feira, 5 de dezembro de 2017

VERA CRUZ - OPERAÇÃO FURA-FILA NO SUS CUMPRE MEDIDA DE AFASTAMENTO DE VICE-PREFEITO, SECRETÁRIOS E VEREADORES

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – Núcleo Saúde, com o apoio da Polícia Civil e da Brigada Militar, cumpre, na manhã da terça-feira, 5 de dezembro de 2017, mandados de afastamento do vice-prefeito de Vera Cruz, Alcindo Francisco Iser, dos secretários municipais da Saúde, Eliana Maria Gihel, e do Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Martin Fernando Nyland, bem como dos vereadores Eduardo Wanilson Martins Viana e Marcelo Rodrigues Carvalho, além de ordens judiciais para a suspensão do exercício da função pública dos assessores parlamentares da Câmara de Vereadores Gelson Fernandes Moura, Guilherme Matheus Oziemblovski e Anselmo Eli Ferreira Júnior, da secretária Municipal de Saúde, Adriane Mueller, e da diretora-geral da Câmara de Vereadores, Ilse Miguelina Borges Riss.

O coordenador do Gaeco Saúde, João Beltrame e a promotora de Justiça de Vera Cruz, Maria Fernanda Cassol Moreira, concederão entrevista coletiva de imprensa às 10h30min na Promotoria de Justiça de Santa Cruz do Sul. Participam da Operação Fura-Fila os promotores de Justiça, o coordenador do Núcleo de Inteligência do Ministério Público e Siscrim/Gaeco, Diego Rosito Vilas.

O ESQUEMA

Conforme as investigações, os vereadores, em conluio com o vice-prefeito, a secretária de Saúde, a servidora da secretaria de Saúde e o secretário de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, promoveram um "fura-fila" nos atendimentos da saúde no município de Vera Cruz.

Tendo como objetivo proveito político e pessoal, eles cadastravam nos sistemas de regulação de consultas e procedimentos médicos pacientes que eram apadrinhados políticos como sendo prioritários, quando na verdade não eram, deixando sem atendimento a população de Vera Cruz que não possuía compadrio.

O grupo agia no sistema de agendamento do SUS, o Sisreg III, bem como no de regulação de consultas do Estado (Gercon) e no do Cisvale – Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Pardo, o qual deveria ser utilizado somente para casos especiais.

Ainda, apadrinhados políticos recebiam cascalho, terra, brita e areia do Município, além de serviço de horas da máquina da prefeitura sem a devida contraprestação do beneficiário. Para os que não tinham ligação partidária com o grupo, o encaminhamento era para que fosse seguido o procedimento correto, que dependeria de cadastro no Município, requerimento e contraprestação. (Ministério Público - Fotos: PG Alves/MPRS)






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