domingo, 19 de novembro de 2017

BAGÉ - POLÍCIA INVESTIGA VENDA DE QUADRO COMPRADO PELA PREFEITURA EM SITE DE LEILÃO

A polícia investiga como um quadro comprado pela Prefeitura de Bagé, na Região da Campanha, foi leiloado neste ano em São Paulo. A pintura é do artista plástico Sérgio Coirollo e foi vendido à prefeitura em 2003.

A peça de um cavaleiro, representando um gaúcho típico, foi arrematada em junho deste ano em um site de leilões de São Paulo. Quando o artista descobriu, denunciou o caso.

A prefeitura entrou em contato com o leiloeiro, que indicou quem havia comprado a obra em meio a um lote que continha outros quadros. 

O comprador foi encontrado na cidade de Rio Grande, no Sul do estado, e entregou o quadro de volta para prefeitura. A pintura agora está no gabinete do prefeito.

A atual administração municipal justifica que, quando assumiu a gestão, não recebeu documento com a relação de bens do município, no qual a obra deveria estar relacionada. 

Mas a investigação que agora será conduzida pela polícia vai apurar como o quadro desapareceu do acervo e foi parar tão longe.

Prefeitura está catalogando bens

Para evitar novas surpresas, a prefeitura diz que está colocando placas de identificação em todos os materiais que são de propriedade do município. Foi realizado ainda um relatório parcial, que depois de um ano, relacionou 350 imóveis, entre prédios e terrenos avaliados em R$ 60 milhões, além de 90 mil móveis, que vão de uma simples mesa até um carro.

Conforme o prefeito de Bagé, Divaldo Lara, a prefeitura busca ter mais controle sobre os bens, com a realização de relatórios periódicos sobre onde estão os bens públicos, bem como estado de conservação. 

"Patrimônio que foi desviado ao longo desses últimos anos, e que estamos buscando através do planejamento que fizemos em patrimoniar os bens do município, significa móveis e imóveis", afirma.

O coordenador de Controle Interno da Prefeitura de Bagé, Luís Felipe Alves, afirma ainda que independente do valor, os bens são comprados com dinheiro da população.

"R$ 1 ou R$ 1 milhão tem o mesmo valor para o município. É um bem que foi adquirido com dinheiro da comunidade e deve, portanto, receber por parte do gestor todo o cuidado no sentido de que este bem possa reverter benefícios para a sociedade", afirma Alves.

Segundo o procurador jurídico do município, Heitor Gularte, não havia um controle dos bens por parte da antiga gestão. A situação de muitos imóveis que haviam sido comprados ou vendidos foi atualizada em cartório. Outros imóveis que são da prefeitura e que não tinham escritura, estão em processo de regularização. Parte deles tambem está na zona rural.

"A prefeitura adquiriu esses bens, e esses bens não estavam nas suas posses. Então, além dessa questão da escrituração, do registro, a prefeitura tomou uma série de cuidados, que são bens que hoje estão avaliados em R$ 7 milhões", explica o procurador jurídico.

Em Bagé, denúncias de irregularidades são atendidas pelos telefones (53) 3240 5018 ou (53) 3240 5048.

O que diz o ex-prefeito

Por telefone, o ex-prefeito de bagé Dudu Colombo informou que o inventário com os bens da prefeitura e outras informações referentes ao governo, foram entregues em reunião de transição entre as duas gestões, e que não teria ficado nenhuma pendência por parte da sua equipe.

Quanto ao quadro que teria desaparecido, ele disse que não sabia da existência e que não tem como responder pelo assunto. (G1 - Foto: Reprodução/RBS TV)


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