quinta-feira, 7 de setembro de 2017

RS - EX-VEREADOR, FAMILIARES E ASSESSOR SÃO CONDENADOS POR LAVAGEM DE DINHEIRO E ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

O Juiz de Direito Roberto Coutinho Borba, da 2ª Vara Criminal de Alvorada, condenou o ex-Vereador Vânio Presa, a companheira dele Daniela Gonçalves, seu assessor, Juliano Cassal Manente, seu irmão, Ronaldo Ramos, e sua cunhada, Patrícia Vieira de Mello, pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Vânio comandava o grupo que utilizava como fachada pizzarias da cidade.

Caso

Segundo as investigações do Ministério Público, Vânio possuía estreita relação com um homem preso por tráfico de drogas, forma que o ex-parlamentar utilizava para angariar fundos para suas campanhas.

Entre os anos de 2010 e 2014, ele não declarou nenhum bem para a Receita Federal. Porém, foi comprovada a aquisição de diversos carros, imóveis e estabelecimentos comerciais, em nome de outras pessoas.

As investigações foram deflagradas a partir da Operação Alderman, que realizou buscas em escritórios de contabilidade, pizzarias e uma residência, em novembro de 2016. O objetivo foi conseguir provas de que o grupo lavava o dinheiro oriundo de crimes licitatórios contra a Administração, tráfico de drogas e agiotagem em pizzarias de propriedade dos réus.

Sentença

Conforme o magistrado, ficou comprovado que o ex-Vereador estava envolvidos com o tráfico de drogas, pois um de seus assessores foi preso em flagrante. "Do mesmo modo, evidenciando que Vânio auferia proventos da traficância ilícita de drogas, o fato de seus funcionários (na empresa 'Território das Pizzas') e assessores na Câmara de Vereadores terem sido presos em flagrante pela prática do crime de tráfico de drogas."

Além disso, destaca o Juiz, Vânio é investigado pelo Ministério Público pela prática de atos de improbidade administrativa, por suposto desvio de finalidade e gasto desarrazoado com diárias pela Câmara de Vereadores de Alvorada, assim como por manter assessores ¿fantasmas¿, que percebem remuneração sem a contraprestação dos devidos.

Sobre a ocultação dos bens, o magistrado destacou que "Vânio era quem definia a forma de atuação dos comparsas, sempre zeloso para que sua concorrência para as práticas delitivas não viesse à tona, ocultando sua participação societária em pessoa jurídica, assim como o patrimônio amealhado a partir dos crimes precedentes." (Ascom Tribunal de Justiça)

 

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