SANTA VITÓRIA DO PALMAR - POSTO DA PRF FECHA POR FALTA DE EFETIVO E CORTES NO ORÇAMENTO

O posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Santa Vitória do Palmar não resistiu aos cortes do governo federal e fechou as portas para reduzir gastos. Ao que tudo indica, a base da PRF na região fronteiriça deve ser desativada de forma permanente após mais de dez anos em atividade de fiscalização e combate à criminalidade na BR-471.

Em época de férias e semana do turismo do Uruguai, milhares de veículos circulam por aquela região. Além da redução de gastos, a falta de efetivo para atuar no posto também influenciou na decisão. Em três anos, é o segundo posto da PRF a fechar as portas. Em 2014, a base da PRF de Pinheiro Machado, na 293, encerrou as atividades e permanece desativada desde então.

O chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização da 7ª Delegacia da PRF, Fabiano Goia, avalia que o fechamento do posto de Santa Vitória do Palmar deve acarretar prejuízos à Região Sul.

“Falta de policiamento sempre traz dificuldades. Não queríamos que isso tivesse ocorrido, mas foi o jeito de manter a PRF”, comentou. De acordo com Goia, o déficit de policiais na 7ª DPRF supera 50%. “Não tem como manter o posto ativo com apenas um policial, é risco e impossível”, disse.

A chefia da PRF organiza um plano estratégico para que aquela região não fique sem fiscalização e patrulhamento. Para isso, policiais que atuam em Rio Grande deverão ser os responsáveis pelo policiamento ostensivo. “Serão ações que devem ser definidas. Por ser uma região de fronteira é preciso fiscalização, não podemos deixar abandonada. Vamos nos virando para que o prejuízo seja menor”, explicou. Os acidentes ocorridos na BR-471 já estão sendo atendidos pelos agentes da Polícia Rodoviária Federal de Rio Grande. “Isso demanda uma espera que antes não se tinha. A equipe tem que se deslocar até Santa Vitória do Palmar ou Chuí para atender a ocorrência”, disse.

No início deste mês, o governo federal anunciou cortes de até 60% nos gastos da PRF. O fechamento de postos e a redução nos combustíveis estavam previstos no pacote.

Uma outra preocupação da PRF é com a redução nos combustíveis, pois deslocamentos de viaturas operacionais ficarão restritos a atendimentos de ocorrências emergenciais. Menos combustível implica menos patrulhamento e, consequentemente, risco de aumento de índices de acidentes, infrações, criminalidade e livre circulação do tráfico de drogas.

Desde o início do ano 31 pessoas morreram nas rodovias federais da Zona Sul. O número é 158,3% maior que o mesmo período do ano passado, quando a PRF contabilizava 12 mortes. Em todo o ano passado, 28 pessoas morreram nas estradas em decorrência de acidentes. (Diário Popular)
 
 

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