RIO GRANDE E SÃO JOSÉ DO NORTE - LAGOA DOS PATOS TRANSBORDA E INVADE CASAS NO SUL DO ESTADO

A Lagoa dos Patos transbordou e invadiu casas em Rio Grande, no Sul do estado, devido ao excesso de chuva das últimas semanas. Em São José do Norte o cais ficou debaixo d'água. Na hidroviária, uma passarela foi improvisada para quem utiliza as lanchas.

"Todo ano é a mesma coisa, mesma situação, os pontilhões, a lancha, tudo. Tem que fazer ponte para passar, é complicado", lamenta a estudante Marina Machado. Por causa da cheia, apenas uma balsa pequena, que realiza a travessia de cargas, está funcionando.

Em Rio Grande, a situação é ainda pior. A água invadiu casas como a do marinheiro Vilmar Torales, que tentou salvar o que pode. Ele precisou levar a mãe de 82 anos para a casa da irmã. "Isso aqui é uma parte das minhas lágrimas. De mim, da minha mãe, da rua toda. A gente tenta, levanta os móveis, mas a água sobe", conta Torales.

Na residência da dona de casa Vandira Veloso Pereira a água ainda não entrou, mas desde domingo, dia 11 de junho, ela está com medo. "Eu não dormi esperando a água baixar e não só eu, toda a vizinhança", conta.

Nível de lagoa chegou a 1,2 m acima do normal

Em um dos pontos mais críticos da cidade muitos pescadores amanheceram com água dentro dos barcos. O nível da Lagoa dos Patos chegou a um 1,20 metro acima do normal.

A situação se deve as chuvas nas últimas semanas na Região Metropolitana de Porto Alegre. A água de rios, como o Guaíba, por exemplo, escoa pela Lagoa dos Patos em direção ao Sul do estado, até chegar no oceano.

O coordenador da Defesa Civil, Anderson Montiel, explica que o vento também tem influência na cheia da lagoa. "Quando nós temos vento sul, que é o segundo fator, ele joga a água pra cima dos molhes da barra e não deixa a vazão da lagoa dos patos e aí enche a essa região do município. A gente precisa de um vento nordeste e calmo para que não faça ondas nas ilhas e ajude a escoar na barra", observa Montiel.

A prefeitura montou barreiras de contenção para evitar que a água avance. A expectativa é que o nível da lagoa diminua nos próximos dias.

Por enquanto, não há famílias desabrigadas nas duas cidades, apenas casos específicos de pessoas que preferiram ir pra casas de parentes. A Defesa Civil afirma que tem abrigos prontos em caso de emergência. A cada hora, novas medições são feitas do nível da lagoa para definir que ações serão tomadas. (G1)

 

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