PELOTAS - FALTA DE ESTRUTURA DO IGP CAUSA RECLAMAÇÕES E FAMÍLIAS ESPERAM QUASE UM MÊS PARA ENTERRAR PARENTES

Moradores da Região Sul do Rio Grande do Sul reclamam da falta de estrutura do Instituto-Geral de Perícias (IGP) em Pelotas. Algumas pessoas esperam quase um mês para enterrar parentes que morreram de forma violenta, e outras aguardam ainda mais tempo pela realização de exames.

Um protesto realizado na sexta-feira, dia 16 de junho de 2017, em frente à sede do instituto pedia mais agilidade na liberação dos corpos de um casal assassinado no dia 28 de maio. Eles estavam em um carro que foi incendiado, e a família depende da comprovação da identidade pelo exame de DNA, que só é feito em Porto Alegre. Até o fim dessa semana, as amostras não haviam sido enviadas para a capital.

"Eu quero poder fazer o sepultamento do meu filho, saber onde ele vai ficar, porque eu não vou aguentar esperar tanto tempo", desabafa Denise Borges, mãe do jovem morto.

As amostras dos corpos devem estar em Porto Alegre na próxima terça-feira, dia 20, já que a busca de material coletado no interior é feita a cada 15 dias.

O atendimento também deixa a desejar em casos mais simples, como acidentes de trânsito. O vendedor Renato de Brito espera há nove meses pelo agendamento da perícia de um acidente em que um motociclista morreu após bater no carro dele, na ERS-265.

O carro de Renato foi recolhido e levado a um depósito do Detran em Canguçu, onde ainda estava nesta sexta. A situação causa despesas ao estado, para manter o automóvel no local, e para Renato, que sequer quitou o valor do veículo.

O IGP de Pelotas conta atualmente com seis peritos para atender 27 municípios da região, e apenas um deles faz a inspeção em veículos, o que ocasiona a demora no caso. Renato desabafa.

"Trabalho como vendedor viajando. Eu preciso do carro muito", afirma. "É difícil. E eu pagando a minha caminhonete ainda. Isso que é o pior de tudo, ainda tenho 20 prestações para pagar de R$ 600", desabafa.

De acordo com o IGP, o quadro de pessoal no estado deve aumentar no segundo semestre, com a abertura de concurso para preencher 106 vagas. (G1)

 

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