PELOTAS - VIGILÂNCIA ENCONTRA DEPÓSITO E DISTRIBUIDORA DE MEDICAMENTOS CLANDESTINOS

Um depósito e distribuidora clandestinos de medicamentos foi descoberto na quinta-feira, dia 13 de abril de 2017, pela Vigilância Sanitária de Pelotas, nos fundos de uma farmácia localizada no Sítio Floresta, nas Três Vendas.

Através de denúncias, no local, os agentes com apoio dos policiais da Patrulha Ambiental (Patram) da Brigada Militar encontraram milhares de remédios de uso controlado como tarja preta, medicamentos e anestésicos de uso hospitalar - vendidos somente em farmácias hospitalares. A Polícia Civil apura a origem dos medicamentos.

Os remédios estavam armazenados em locais sem condições de higiene e conservação, junto a latas de solvente, próximo a tintas e banheiros em construção. De acordo com a Patram, os medicamentos eram revendidos às farmácias e hospitais de Pelotas e Região. Os produtos também tinham como destino o município de Camaquã, cerca de 136 km distante de Pelotas e São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Para que nenhum órgão de segurança e fiscalização desconfiasse, os produtos eram enviados aos seus remetentes em caixas de alimentos como massa, biscoito e óleo de cozinha.

"Alguns eram comprados por hospitais pela maneira que estavam embalados, característica de medicamentos destinados a essas instituições", disse um funcionário da vigilância. No depósito, a Patram apreendeu uma caderneta com a movimentação, encomenda e destino dos compradores.

No local, a Vigilância Sanitária e a Patram encontraram diversos medicamentos fora do prazo de validade, alguns prestes a vencer, mas em sua maioria, dentro da validade prevista na embalagem.

Devido a grande quantidade de remédios apreendidos, a Secretaria Municipal de Saúde não conseguiu divulgar o balanço do total recolhido nem o que ele representa em cifras. Alguns dos medicamentos apreendidos chegam a ser vendido por R$ 200,00 a caixa.

O dono da farmácia - que estava em situação legal - e proprietário do depósito foi preso. Aos policiais, o suspeito teria dito que os medicamentos seriam o pagamento de uma indenização pro parte de uma empresa que era empregado e faliu. O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) e liberado em seguida.

Ele responderá em liberdade pelos crimes de vender, expor à venda, ter em depósito para vender ou, de qualquer forma, distribuir ou entregar a consumo o produto falsificado, corrompido, adulterado ou alterado, conforme artigo 273 do Código Penal.

Destino dos medicamentos apreendidos

A Vigilância Sanitária deverá se reunir com a Secretaria Municipal de Saúde para fazer uma avaliação se os medicamentos - dentro do prazo de validade - apreendidos na ação poderão ser reaproveitados e utilizados na farmácia municipal.  (Diário Popular - Foto: Leandro Lopes – DP)




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